21/06/2017

verão e este estado meio dormente


Primeiro dia de verão. Regresso da viagem, cheio das minhas pessoas bonitas. As publicações um pouco dormentes. Não por falta de conteúdo, muito pelo contrário. Coisas muito bonitas para partilhar, mas ainda muita agenda para gerir. Dias muito muito quentes e memórias tão doces que quero contar.
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10/06/2017

Bôn DIA ô

Quando este texto for publicado devo ter acabado de aterrar juntinho à linha do Equador. 
Numa viagem que tem tudo para ser o melhor presente que a vida me podia dar neste momento.

Levo comigo umas semanas intensas, com muitas novidades, muito trabalho, algumas decisões. Vou esquecer as horas, largar - por um bocadinho - o mundo, descansar no paraíso. E deixar-me levar pelas pessoas, coloridas e excêntricas, que tornam tudo tão sedutor.

Bôn DIA ô!
assim se canta “bom dia” em Lung'ié.
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06/06/2017

Do ter fé

'Não tenho religião. Comecei este post com “não sou crente”. Apaguei. Depois escrevi “não tenho fé.” Apaguei de novo. Porque todos somos crentes e temos fé em alguma coisa. Pode não ser num Deus qualquer, mas não deixa de ser fé por isso. Porque podemos acreditar no homem, na humanidade, no poder de cura das plantas, das bagas goji, no poder do amor, no dos cristais, no alinhamento dos astros, no horóscopo, no universo, na vitamina C, na D, na E, na lua, no sol, nas marés, na ciência, no conhecimento, no progresso, na democracia, na meritocracia, no pensamento crítico, no poder da palavra, no que fica por dizer, na sorte, no azar. Todos acreditamos em alguma coisa, sem saber bem porquê. Uma que seja. Não percebo porquê tanto julgamento, tanta consideração, só porque que há quem acredite em milagres. Porque no fundo, todos acreditamos em milagres. Podem é não incluir o sol a girar, nem senhoras em cima de uma azinheira. Geralmente incluem apenas uma coisa, sem lógica nenhuma, à qual que costumamos chamar esperança.'



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05/06/2017

da série Casamentos

E desta feita um casamento em Lisboa.
No dia 20 de maio a (minha) Maria João e o André disseram 'Sim' e nós estivemos com eles neste dia tão especial. 
O espaço escolhido para a cerimónia civil, o jantar e a festa que se seguiu foi o Páteo Alfacinha e não podia ter sido melhor nem tão típico de Lisboa. O Páteo fica na zona da Ajuda e resulta de um sonho de Vitor Seijo, um apaixonado e grande conhecedor da cidade de Lisboa, de concentrar num Páteo espaços de habitação popular, de nobreza, comércio tradicional. Assim, foi feita uma capela, barbearia, taberna, padaria, cervejaria, antiquário, e as casas que os alfacinhas habitavam. Passados 30 anos o Páteo Alfacinha continua um local multifacetado onde se realizam eventos.

Mais sobre o casamento pela objectiva - e talento - do meu tão querido amigo Bruno Catarino.


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01/06/2017

junho | e as cinco escolhas para este mês

Assumidamente estou de volta, de forma activa, a este diário.
Os dias não estão mais calmos (não existem dias desses na minha vida, ponto), mas os últimos trinta e um foram os melhores deste ano. Intensos, divertidos, decisivos, marcantes.
Os dias não estão mais calmos, mas o coração está. E isso é tanto. 

maio foi um mês grandioso, um mês transversalmente grandioso.

Os desejos, planos, sonhos, ambições e a #todolist de um junho que se quer surpreendente (vai ser).



férias
Fugindo um bocadinho do mapa habitual, este ano junho é sinónimo de férias. Apenas uma semana, num registo de "primeira viagem" para mim, mas o suficiente para sujar muito os pés, encher o coração, bronzear a pele, descansar, ser feliz e maior do que o que alguma vez me imaginei.


primeiro pequeno passo 
maio trouxe-me o desafio (aceite) e uma imensa felicidade, pela janela que se abriu ao meu propósito de vida. Em junho darei o primeiro pequeno passo (para mim enorme) em prol de...


os primeiros dias de verão
junho é naturalmente delicioso porque nos devolve o verão. Devolve o less is more, as roupas leves, os sorrisos mais rasgados, as esplanadas no final de tarde, os petiscos. Devolve luz. E eu sei aproveitar muito bem isso.


follow-up do que anda a ser trabalhado do lado de dentro 
Gosto de pessoas, gosto muito de pessoas. Amo muitas e amo-me a mim, todos os dias um bocadinho mais. "Trabalho" sobre o amor próprio e sobre o desenvolvimento humano, sobre a espiritualidade e o significado de vida, sobre o que sou (é bem difícil, digo-vos já) e tudo o que tenho a melhorar. Em junho, num pós-férias delicioso, haverá lugar para um follow-up do lado esquerdo do peito, do lado certo da vida. 


ler e abrandar
A par da categoria "férias" consta da minha #todolist deste mês dedicar-me à leitura. Tenho uma lista imensa de livros que quero ler, outros que estou a meio, livros recomendados e uma sede imensa da lufada de ar fresco que me trazem. Deste mês não escapa. 
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30/05/2017

Noshi* Coffee

*Noshi, em japonês, está associado a boa sorte.

E é mesmo preciso ter muita sorte para nos cruzarmos com pessoas e espaços tão bonitos. Das palavras das pessoas-bonitas do Noshi Coffee foi-me dito que o conceito Noshi tem uma estreita ligação com a arte, nas suas diversas formas criativas e expressivas, e que, por tal, a iniciativa de fazer um Blogger's Event no espaço - lindo e super acolhedor - era muito bem recebida.
Não larguei mais a ideia. De voltar a juntar as pessoas inspiradoras* que conheci no workshop All-in-one da Raquel e do Fred num momento descontraído, um almoço caprichado com muita conversa (sem a âncora da gestão de contéudos, das redes sociais, do design e dos negócios, ...), muita fotografia, bom ambiente e óptima comida.

Escolhemos o Noshi e não podia ter sido mais perfeito.
É um espaço despretensioso, com uma luz maravilhosa, um jardim interior super querido e cheio de plantas suspensas, uma decoração minimalista e confortável, um serviço de excelência e um conceito ligado ao café de especialidade e à alimentação saudável.

As boas vindas foram dadas pelo sorriso da Paula, acompanhado de Tábua Noshi (abacate grelhada, molho pesto, mozzarella fresca, fatias de pão tostado, rúcula e tomate cherry), Salada fresca (cogumelos frescos, tomate cherry, misto de alfaces, queijo fetta, frutos secos, folhas de manjericão e maçã laminada) e Refresco de melancia e hortelã. Uma verdadeira delícia.
Seguiu-se o prato principal, a escolher entre a panóplia de opções disponíveis (incluindo gluten free e vegan) e todos eles foram bastante parabenizados.
Para adoçar, e para verdadeiro regozijo de todas, uma Mousse Belga de chocolate negro, sem açúçar, que ficou entre as melhores sobremesas que alguma vez saboreei. Sobre o Pudim de Chia com puré de manga, frutos secos e agave, que também andou por cima da nossa mesa, posso apenas dizer (porque o repasto já ia longo) que é lindo lindo.

Escrevo este post a deleitar-me sobre tudo o que foi este almoço maravilhoso, sobre a simpatia do serviço, a amabilidade da Paula e já a pensar no Brunch que é servido aos domingos no Noshi. Não demorarei muito a fazer novas visitas, está claro.
O-B-R-I-G-A-D-A

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tão isto #5

'Verdadeiramente, não me assusta a ideia de ficar sozinha. Porque acho que tenho trabalhado a minha companhia durante estes anos. E sou pessoa inteira para se estar. Assusta-me mais, a ideia de não me vir a apaixonar outra vez, porque não há fatia de presunto Joselito, nem tinto reserva, nem saco de gomas ácidas que te dê o que te dá uma paixão. Mas não dá para viver esperando por isso, porque o buraco alarga quando se espreita para dentro. E nós somos o segredo de nós mesmos. E não há vazio algum nesse amor próprio que pouco se reclama. Estar numa relação é maravilhoso (quando é efectivamente maravilhoso) a cumplicidade e a partilha enriquecem os momentos e a vida ganha lustro. Mas há campos de petróleo, salinas e minas de diamantes aqui dentro, onde pouco procuramos, quando andamos em desespero à espera que um outro, que ninguém sabe bem quem, nos salve. 
Somos tão egoístas em geral e nesse capítulo tão singular do amor, depositamos toda a generosidade num outro. Dá mais preguiça aprender a gostar de nós que curtir o próximo. Não devia ser tão mais tentador viver apaixonado por nós mesmos? Sem o narcisismo convicto dos egocêntricos, nem a altivez dos egoístas. Aprender a gozar-nos, a descobrir na nossa companhia um vício bom e não um antídoto da solidão. Como é que as relações hão de ser plenas, se as pessoas já entram à espera de serem completadas? É um meio gás que só é bom para os refogados. O vício da companhia é lixado, eu sei. Dependente assumida de pessoas. Não há pior droga que não saber estar sozinho. Como se nos abandonassem numa casa assombrada, tal é o pânico da antestreia de nós mesmos. 
Mas devia ser ambição de todos. Esse amor-próprio que define o próprio amor, essa condição que define o sucesso da equação inteira. Faltas-nos pouco dentro de nós. Pouco mais, que puxar pelo descobridor destemido que vai às entranhas do ser. O que é que podemos encontrar que não seja pertença de nós mesmos? E que se dê de caras com uma alma desmazelada! Aproveite-se o encontro para lhe puxar o brilho.
Eu já me enfiei lá para dentro. E não precisam de levar telefone com lanterna acesa. Eu também achava. Mas não é escuro. É luz.'

Isabel Saldanha
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