05/05/2016

Treinar com PT

Quaseeeee a fazer um ano que comecei a fazer treino acompanhado (treino com Personal Trainer). Ou um tema que gerava alguma estranheza ainda não ter aparecido por aqui.

Nunca fui muito dada ao exercício físico, a minha pior nota durante todo o percurso foi a Educação Física (hoje seria exactamente igual, não gosto de volei, de corrida, de ginástica acrobática, de basquetebol e por aí em diante), pratiquei natação (até me cansar da logística e mandar a natação dar uma volta) e fiz ballet clássico (até me cansar da modalidade e mandar o ballet dar uma volta). Comi sempre tudo o que me apeteceu e, à custa de um metabolismo acelerado, fui sempre magra, o que impelia a ausência de "pressão" para sair do sofá e deixar de ser uma lontrinha (grande erro M).
Pessoas minimamente informadas nestas matérias de composição corporal, nutrição, exercício físico, alimentação, ..., percebem desde já que quando coloquei os pezinhos em cima daquelas balanças que nos fazem um diagnóstico detalhado das percentagens das massas (magra, gorda, água, óssea) o resultado não foi bonito - massa gorda muito alta, massa magra muito baixa (a chamada falsa magra, magrinha por fora, gordinha por dentro).

Não me lembro do dia em que me inscrevi no ginásio, se fui arrebatada pela consciência ou por um qualquer clique que me despertasse para um estilo de vida um bocadinho diferente. Até acho mesmo que deve ter sido muito ao estilo "se não os podes vencer, junta-te a eles" e sem dar conta os hábitos saudáveis estavam assimilados e os treinos na rotina diária (hoje, um dia sem treinar não é a mesma coisa). Ajudou a prática de exercício, os superalimentos, as wheys, o running, as aveias e as manteigas de amendoim, serem hoje muito mais divulgadas e praticadas, claro que sim.
Inscrevi-me no ginásio, ia consoante a minha vontade, com maior ou menor frequência, na minha hora de almoço, seguia os planos de treino que me faziam em cada avaliação (em função dos meus objectivos e frequência de treino), mas - culpa minha - os resultados não eram brilhantes (não treinava no máximo e a reeducação alimentar não é algo que se faça de um dia para o outro). Numa das avaliações, o G. sugeriu-me o treino acompanhado (PT) e eu torci o nariz! Sempre achei que com empenho conseguiria "sozinha" os resultados que pretendia, mas houve um dia que (ainda pouco convencida) concordei experimentar uma vez por semana durante um mês. Até hoje, vários meses depois, convicta que foi (é e será) o melhor que fiz.



Obviamente, neste meu comprometimento e satisfação com os resultados, ajuda muito ter O melhor Personal Trainer. Dá-me na cabeça, faz cara feia quando me tento baldar, diz-me todos os dias que não estou a fazer nada, como forma de me motivar e fazer-me superar (e esta característica de adaptar a cada pessoa a melhor forma de traduzir um boost de energia é muito importante. comigo resulta assim), diz-me sempre que os resultados podiam ser muito melhores, e eu contraponho sempre, resmunga quando não faço as coisas bem, está constantemente com graçolas e consegue fazer-me rir em manhãs difíceis, ouve-me quando o assunto é sério e preciso de desabafar,  prepara as sessões com todo o cuidado e detalhe e atende a todos os meus pedidos (agora quero barriga, depois perna, para a semana treino máximo), corrige a postura quando estou a fazer mal o exercício, desdobra-se para me dar mais treinos antes de ir férias, consome-me a cabeça - e contribui muito para a minha condição física - às 7h30 da manhã todas as sextas-feiras. Um bem haja pelo profissionalismo e amizade. 


SHARE:
© serendipity. All rights reserved.