29/08/2016

fim de semana bom #11of14

Preâmbulo:
Os mais atentos notarão que fiz aqui uma pequena aldrabice nos fins de semana da rubrica "fim de semana bom #of11", ou seja, passar de onze para os quatorze fins de semana efectivos de verão. Continuamos assim a ter as historietas e peripécias por mais três fins de semana, até que o verão factualmente termine.

Este fim de semana bem gostosinho reforçou em mim a certeza que algo de muito acertado estou a fazer. Porque a Vida me retribui, nas melhores pessoas e em momentos (inexplicavelmente) extraordinários. Coração coeso e uma memória rica que perdurarão em mim, todos os dias.

O melhor do meu fim de semana
(o registo fotográfico volta a não fazer jus à nitidez com que guardo estes momentos, mas em breve um telemóvel novo e os efeitos do curso de fotografia alterarão esta situação lol):

O fim de semana começa com a Bye Bye Summer - Sunset Party na Casa de Campo. E onde fica a Casa de Campo e que festa é essa? Bem bem simples. Os pais têm uma casa onde facilmente decorreria um casamento para 647 pessoas, a casa dos pais fica no campo, tem piscina, campo de ténis, espaços verdes, baloiços, animais de várias espécies, churrasqueira, pouca vizinhança, uma garrafeira excelente, ar puro e...... os pais estão de férias (ainda que se tenham feito de difíceis e ameaçado a realização da festa por atraso na viagem de ida ahahahah), portanto está visto que a primeira ideia que ocorreu foi juntar uma grupeta e fazer um churrasco patusco numa sexta de verão, horas de conversa à volta da mesa e o copo de tinto de sempre na mão (senti no dia seguinte que não foi só um, foram vários. óptimo indicador.)


  
  
O fim de semana propriamente dito estava há muito combinado. Voltar ao abraço da minha parte de Lisboa e estreia absoluta na Praia da Consolação, Baleal e Peniche - porque o meu corpito nunca tinha morenado por estes lados.

Chegar à Praia da Consolação e deparar-me com esta vista é um deslumbramento e a certeza que tenho tudo para ser feliz aqui. Nasci no inverno, mas sou filha do verão e isso explica muita coisa.

Depois de um almoço ligeirinho no Clube da Praia na Consolação, e ainda a duas, decidimo-nos por uma caminhada até à Praia do Batel para pegar um solinho (e subir aquele tom de pele que já me andava a fazer falta). O Batel (o cantinho do Mundo da minha M.) não tem acesso propriamente facilitado, é uma praia pequenina, ladeada de arribas, muita argila para um SPA caseiro e água translúcida com rochas, e talvez por tudo isto é muito pouco povoado. Nós agradecemos, porque foi uma excelente oportunidade para pôrmos a converseta em dia e planearmos o resto do fim de semana.






Depois de banhos e produções (coisa dji mulher) rumamos até Óbidos para uma voltinha na vila e um jantar em grande estilo, sem imaginarmos o que aquela noite tinha reservado para nós.

Gosto de Óbidos, é uma terra patusquinha, muito típica e arranjada, tendencialmente turística (pouco se ouve falar português nas ruas) e agradável para um passeio. Bebemos ginja no copo de chocolate, fomos ao castelo, fotografamos muito, entramos e exploramos aquelas lojinhas amorosas e....pufff estava na hora de jantar.







Sabíamos que o restaurante era fora das muralhas, pedimos as devidas informações e no dobro do tempo indicado (Óbidos não é amigável para o outfit aka saltos das princesas da Disney) lá nos deparamos com "A nova casa de Ramiro". Confesso que senti que aquele jantar ia ser especial ainda antes de entrarmos no restaurante ou como costumo dizer "isto tem tudo para correr bem". E foi, foi bom demais, um momento único, uma experiência gastronómica e social do outro mundo, mas que pelo significado que teve guardarei mesmo para um post dedicado.




Acabamos por sair de Óbidos já a passar das duas da manhã, depois de shots, Gin's, voltinhas de mota, pés descalços, selfies no espelho, conversas em brasileiro e óptimo ambiente com o staff do restaurante num barzinho próximo. A noite prometia no Bar da Praia no Baleal e... como é que hei-de explicar isto... o bar da praia é giríssimo, tem óptima música e é uma espécie de microclima onde se juntam os surfistas todos da zona (prontooooo não sei explicar isto, mas acho que fica subentendido ahahahh).


Baleal. Bar da Praia pós-noite. 10h da manhã. Caras inchadas. Muito sono. Algum álcool. Pequeno almoço reforçado (e todas as probabilidades de rejeição pelo organismo). Fatos e pranchas a postos. O Edgar e o Joaquim (e a paciência deles) à nossa espera. Vamos fazer SURFFFFFFF.

Foi a primeira vez, as condições (físicas, porque o mar estava perfeito) não eram as melhores mas a experiência foi fantásticaaaaa (há sensações que nunca vou conseguir explicar por palavras, mas diria que é um misto de adrenalina e liberdade). E para mim foi também fazer as pazes com o mar. AMEIIII







Escusado será dizer que não há fotografias da nossa tarde ahahahah mas foi muito muito simpática e divertida (cada um na sua toalha).


O regresso ao Porto tinha de acontecer relativamente cedo, uma vez que havia o compromisso de ir buscar uns pais morenos ao Aeroporto, mas a novela da semana passada ainda não chegou ao último episódio e acabei por prolongar a estadia.
Desta vez os pais e os tios continuam retidos no destino devido ao problema técnico no avião que viajava ontem para os ir buscar (última informação é que o avião continua em Porto Santo, para onde foi desviado). Completamente surreal.
  
Boa semana*

Com dores musculares absurdas ahahah

E a promessa de voltar em outubro ao Baleal aka SuperTubos aka Campeonato Mundial aka maior concentração de surfistas por metro quadrado.

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