21/09/2016

Os #30damaravilhosa

Celebramos os 30. 

Celebramos todos os dias, a bênção que é termo-nos na vida uma da outra (na vida umas das outras), nos dias felizes, nos momentos tristes, na intimidade e na parte social. Somos cúmplices, incondicionalmente cúmplices, somos amigas no significado mais bonito que assume. 
Em todas as amizades que tenho existe indubitavelmente a presença da B. (todas as minhas pessoas bonitas convivem com a magnitude dela na minha vida, numa compreensão absoluta deste facto), em convívio partilhado ou só por ouvirem vezes sem conta o seu nome. 
Sou e dou tudo em todas as relações que tenho, porque só assim me faz sentido a presença aqui, acredito no coração elástico e no espacinho de cada um na minha vida, mas há algo que não se traduz em palavras naquilo que sentimos uma pela outra (e nem tudo tem de ter explicação). 

Falamos todos os dias, várias vezes por dia, por vários meios (às vezes em simultâneo, uma loucura), não há uma semana que não estejamos juntas (e se passarem mais de três dias o coração fica inquieto), não há nada que aconteça na vida uma da outra que não seja partilhado nos minutos seguintes, todos os dias é maravilhosa e o mundo pára quando ela precisa de mim (e o contrário também é tão verdade). Vivemos em sintonia, nas diferenças que nos separam, nas formas de estar diferentes que temos de ver alguns aspectos, no respeito por isso, naquilo que acrescentamos por sermos duas cabeças pensantes. Crescemos juntas (cá dentro, nas pessoas bonitas e melhoradas em que nos transformamos), somos feitas de camadas e camadas de rapport, acreditamos nos superpoderes ("- Nos superpoderes? - Sim, um dia vais perceber do que estamos a falar.") e no poder transformador do Amor. 
É bonito demais aquilo que temos e que somos, num mundo à parte, e somos - de forma estonteante - felizes.

A B. fez 30 e nós fomos celebrar (quem me conhece na intimidade sabe que vivia facilmente do prazer de fazer surpresas, do gozo e felicidade que isso me dá, e que o aniversário - meu e deles - é um dia único e mágico: festejar o dia em que nascemos tem um significado especial ou então é só o meu padrão espiritual que me faz acreditar que sim).

Nos dias anteriores não há grandes conversas sobre o tema, lançamos pistas contraditórias, há uma espécie de mistério no ar e muita muita preparação em off. Desta vez não foi diferente. Avisamos que partiríamos no dia anterior ao final do dia e indicamos os básicos que deveriam constar de uma mala. A mala seria para passarmos a noite em minha casa, viajarmos nesse dia para o Rio de Janeiro, tomar o café da manhã lá e voltar, ou mesmo para irmos dormir à Areosa (em comemoração simultânea dos doze anos da primeira noite no Porto, na casa onde vivemos no primeiro ano). Disparateeeee, pois claro. 
Rumamos ao Douro, à paisagem, ao sossego, ao Rio (quase de Janeiro), à natureza, ao nosso retiro. Aquele que precisávamos e que nos soube tão bem. Entre enjoos para lá (e para cá), paragem para um café num tasquinho de aldeia que parou para nos ver passar e um sol que se pôs já próximo da chegada, instalamo-nos Royal Douro Valley. E a partir dali fomos nós, com muita gargalhada, o vinho tinto de sempre (que bebemos demais e não conseguíamos associar à dor de cabeça do dia seguinte), naquela sintonia, no "susheeee" e na surpresa para a aniversariante, minutos antes da meia noite - o Amor.











Dormimos pouco (e como pessoas idosas que somos isto já faz toda diferença), acordamos com uma vista maravilhosa e um sol sorridente e deixamo-nos ficar ainda algum tempo na ronha e a curtir a felicidade da primeira noite (em trinta anos) que dormimos as três juntas ahahah. Descemos, ainda com as caras inchadas, um trapinho por cima do corpo, uma fome (a minha) gigante, para um café da manhã gostoso e super completo (por completo entenda-se champanhe às nove e meia da manhã ahahah podemos tudo mesmo).










Aproveitamos a piscina e o hotel, fotografamos imenso, relaxamos e.... depois stressamos para caraças, quando percebemos que - num tempo reduzido - os banhos estavam para tomar, o quarto super bagunçado para arrumar, malas para fechar, cabelos para secar, make-up para retocar, check-out para fazer e um almoço com hora marcada no Porto.

Regressamos ao ponto de partida, à cidade do coração, para um almoço já a quatro (a equipa maravilha e a B.) no Flow. E foi assim qualquer coisa de espectacular, no registo de todo o dia. Existia ainda uma surpresa preparada para o pós-almoço, que optamos por adiar para dia e local oportuno (por questões de legalidade, viabilidade e preservação da mesma:))


Depois de um período de descanso (já disse que somos pessoas idosas e que a idade nos pesa?), voltamos a "equipar" para o jantar de aniversário com a família e amigos. E sinto-me com superpoderes para falar por ela: foi um jantar (aqueles jantar-experiência que já por aqui fui falando) de aniversário memorável. Uma simbiose perfeita entre o formal e o descontraído, num espaço muito bem conseguido ao nível de decoração e envolvente, com uma qualidade óptima, um atendimento correcto e divertido. No Oxalá. Oxalá celebrássemos todos os nossos aniversários juntas.





Estamos em ressaca emocional dos últimos dias, mas é uma ressaca muito deliciosa.


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