11/11/2016

Hoje faz um ano

Hoje faz um ano.
No dia onze de novembro de dois mil e quinze partimos para o Rio de Janeiro, as duas, cheias de sonhos (e na concretização do sonho, do euromilhões que ganhamos), de expectativas e com o prelúdio de uma das melhores semanas da nossa vida.

Se me dissessem há uns anos que voltaríamos, não acreditava. E voltamos, com a certeza que os sonhos ditos em voz alta são como promessas. E que se temos de ter atenção com o que desejamos, não temos de ter medo nenhum com aquilo que sonhamos para nós.

Devemos ao Rio um somatório de momentos incríveis. Devemos a excitação que sentimos em todas as vezes que aterramos no Galeão, a vida mais leve, mais fácil e mais feliz, o pôr-do-sol mais bonito que assistimos até hoje, a magia de voltarmos e sentirmos sempre o friozinho da primeira vez.
O ar que se respira, as expressões tão maravilhosas quanto a Cidade Maravilhosa, a transformação dos verbos em substantivos e a graça que isso tem, os passeios no Calçadão, os mergulhos em Ipanema e no Leblon (onde os turistas curiosos e os indígenas sarados metem conversa com os outros ,em ambiente de grande informalidade), o horror à tristeza e à melancolia, as águas de coco que se bebem em qualquer lado e a qualquer hora, a magia da favela e a sensação, que nunca (mesmo nunca) vou conseguir transformar em palavras, de ficar ou passear na Lagoa de manhã ou ao final do dia, fazem do Rio um dos lugares do mundo onde somos mais felizes.


E hoje, que me permiti voltar a pensar e a escrever sobre o Rio (sobre o nosso Rio, são coisas diferentes), sou absorvida pela nostalgia das saudades e guardo, no devido lugar, o que fica gravado na pele e no coração, o que jamais alguém nos pode tirar. As memórias (doces) do que vivemos.


*A primeira viagem juntas (ao) Rio de Janeiro foi em agosto 2003, quando os nossos pais nos levaram sem sequer se conhecerem. 
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