29/12/2016

À tua espera 2017

Esta é a semana em que faço O balanço, o mesmo que me exijo sempre no final de cada ano, porque sou menina que se regula pelo calendário. E este ano, o balanço de 2016, tem - indubitavelmente - uma celebração especial, ainda que não saiba bem o que isso significa. 
2016 foi um ano absolutamente ímpar, ainda que matematicamente seja par. A propósito, dizem que os anos pares são os anos de preparação para os ímpares, uma transição para algo maior, e eu só posso acreditar.


2016 foi um salto no meu crescimento e na minha vida. Um ano de limpeza e de muito crescimento pessoal. Limpei pessoas que me traziam aborrecimentos, abracei outras que chegaram com o coração cheio. Aprendi a desconfiar de sorrisos prontos e palavras sem sentido. Tenho a agradecer a 2016 a arrumação que fiz nas minhas relações. E estar cada vez mais perto de perceber o que é realmente importante nos meus dias, o que realmente importa. O que me traz serenidade e me faz acordar feliz. 
No dia vinte e sete de janeiro nasceu o Serendipity e, no mesmo dia, fui a Madrid para comemorar vinte e nove de vida (em modo loucura boa). Troquei de carro, de ginásio e de funções na empresa.
Sonhei com o meu projecto de vida, falei dele às pessoas indispensáveis para o ver nascer, mas ainda tenho de amadurecer alguns passos para o trazer à luz do dia. Sei, graças a 2016, o que realmente quero fazer e o que não quero continuar a fazer, de todo. Mas, sobretudo, quero agradecer o espaço que desocupei na minha vida e nos meus dias. Porque as coisas boas só chegam quando arranjamos espaço para elas entrarem e ficarem connosco. 
Tive ao meu lado as minhas pessoas bonitas, sempre. Nos melhores abraços, nos melhores colos, nos melhores conselhos, na melhor companhia. Acreditei, respirei fundo muitas vezes e foquei-me (quase) sempre nas coisas boas. Dividi o meu tempo, e o  meu coração, entre o (meu) Porto - onde me despeço de 2016 - e Lisboa.
Agradeço a 2016 mais uma viagem ao Rio de Janeiro, onde sou sempre (mais) feliz. Os dias passados no Baleal, no Douro e no Algarve. Um endless summer demasiado gostoso.
Em 2016 exagerei nos "dias sem horas", no Sol, no riso e nos suspiros, nas fotografias, na bondade, nas pessoas que me fazem bem, na cumplicidade, nas gargalhadas, nos copos de vinho tinto, nas calorias da amizade. Perdoei. Simplifiquei. E chorei, chorei muito, porque doeu. Doeu muito. A mim e a ti (2016 testou-me, testou-te e testou-nos. um dia quero ser como tu, porque estou, estás e estamos mais fortes do que nunca graças a ti).
Fiz (quase) tudo o que me apeteceu este ano. Fiz acontecer muito, estive muito, senti que estive pouco, dormi pouco, treinei pouco. Deixei de me demorar no menos, porque a vida é mais.

Sorri muito e agradeci [como agradeço todos os dias].

2016 fez a diferença na construção positiva da pessoa que sou hoje, porque 2016 foi... uma narrativa feliz.

Vou fazendo balanços ao longo do ano, mas este é O balanço. E não faço promessas para o seguinte (o ano só promete o que fizermos dele), mas há sempre uma "to do list" na manga. 
Estou a contar os segundos para que 2016 acabe. Porque preciso muito de abrandar, de voltar à serenidade e à paz [quem me conhece estará a rir agora, porque sabe que é neste furacão que sou feliz]. Porque nesta despedida o coração está redondinho, a transbordar de realização e orgulho. E porque de resto, de resto a vida já me provou: eu sei que sou capaz de correr atrás.

Um dos melhores anos da minha vida vai agora começar.
2-0-1-7, que tantas coisas boas tem à espera.
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