12/12/2016

destes dias #3

Não escondo os dias maus, os dias em que me falta alento e em que tudo é bem difícil. Não escondo de mim, nem de quem me rodeia, os momentos em que estou triste, as lágrimas que me apetecem chorar, os medos, as angústias e a desilusão. Não escondo que estou física e emocionalmente cansada, mas faço um grande esforço para não reclamar. Da falta de tempo, da necessidade de encerrar alguns capítulos, do tempo, dos projectos que estão adiados ou à espera do tempo certo, dos problemas e do susto que apanhei.

Pouco de mim tem estado aqui nas últimas semanas, porque em certos momentos impõe-se o silêncio (na voz do enorme poder que tem). É uma opção, uma escolha ou uma imposição da vida.
Pouco de mim tem estado aqui nas últimas semanas, porque entendo que as dores têm de ser respeitadas e, mais do que um estado, são um processo (de crescimento). Que há dias em quero apenas ficar sossegadinha no meu quadrado e que a energia que tenho para gerir é muito escassa. 

E depois, depois quando este macaquinho (cansaço, sono, stress, desilusão, desalento, ...) está convencido que se instalou e que está muito cómodo algures dentro de mim, eu troco-lhe as voltas, mostro-lhe que tem os dias contados e.... sou feliz.

Até porque há mudanças que não são fáceis, mas que precisam muito muito de ser feitas.

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