20/01/2017

ho-li-da-ys

Na próxima sexta-feira faço trinta anos e hoje estou em modo tic-tac. Hoje começam as minhas férias. Uma espécie de preparação, de ritual bom por altura do aniversário e, talvez, a única forma de acalmar e descansar para aproveitar muito o momento (e todos os que se seguem).

Desde que comecei a trabalhar, as férias foram sempre sinónimo de viagens. Sempre que a vida me dá uma oportunidade de me pôr a milhas, vou. Porque não consigo imaginar uma vida sem viagens, sem conhecer pessoas, culturas e mentalidades distintas. Porque dou mais valor aos momentos, às experiências e às memórias do que aos bens materiais (porque uns guardo comigo para sempre e os outros se deitam fora). Porque sei que o mundo é enorme e há um milhão de lugares por descobrir. E eu sonho com tantos.

Desde que comecei a trabalhar, as férias foram sempre sinónimo de viagens. Menos estas. Pela primeira vez o único plano é minimizar todo e qualquer movimento corporal, dormir o máximo número de horas, procrastinar o mais possível, usar muito o sofá lá de casa, ligar várias vezes a televisão ao longo da semana (tenho a impressão que face ao tempo de inactividade é capaz de explodir), ler muito, hidratar muito, fotografar, andar de pijama e meias quentinhas o dia inteiro, banhos longos, muita preguicinha e zero agenda
Porque hoje quero saborear o meu lugar sem a sombra do próximo destino, da mesma forma que aprendi a entregar-me às pessoas que amo, sem ambicionar outros colos. Porque hoje isto chega-me e é (só) o que preciso.

E sei que o pavio da vida tem comprimento suficiente para soprar muitas velas. Noutros destinos.


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