05/02/2017

sobre os 30 - parte I

Escrevo sobre o dia em que fiz 30 anos, aos 30 anos e pouco mais de uma semana. Porque depois de dias maravilhosos, intensos e arrebatadores, é preciso tempo para assimilar e gozar cada pedacinho doce dos momentos (do lado de dentro). Porque depois de dias maravilhosos, intensos e arrebatadores, o corpo está tão cansado quanto o coração agradecido e feliz. Hoje, aos 30 e pouco mais de uma semana, já só há um coração agradecido e feliz. E um corpo preguiçoso que se veste de pijama, num domingo de inverno.

É facto público que adoro o dia do meu aniversário e que tenho as pessoas mais bonitas na minha vida. Aceito como legítimo que cada um considere para si a mesma verdade, mas as minhas são a minha verdade, o meu mapa mundo, a parte mais bonita de mim todos os dias. E são transcendentes, são bonitas demais e, sem frescura ou falsa modéstia,  AS MELHORES.

Somos feitas de fé, tentativas e resiliência, de corações de bem, de boa energia, de elasticidade no coração, de serenidade e de muito poder de relativização, de sorrisos e força, da mania que somos capazes de tudo, de bons planos e maiores sonhos, de muito acreditar que a chuva e a tempestade só servem para limpar e da insistência em ser muito (muito) felizes. E que insistência tão profícua.
Last but not least, somas feitas da genuína vontade de surpreender e fazermo-nos felizes.

Indubitavelmente, em analogia ao que somos, o meu aniversário (foram aproximadamente setenta e duas horas, portanto talvez me possa referir aos "três dias do meu aniversário") foi memorável, cheio de surpresas, muito mimo e Amor. Sempre o Amor.
No dia anterior preparei uma mala segundo as instruções dadas, vesti-me tal e qual de uma passagem de ano se tratasse e acreditei que este ano só iria passar a meia noite com a B. (incrível como aos 30, e mesmo nunca tendo sido diferente, as "mentirinhas doces" ainda me façam acreditar que seria possível não passarmos a meia noite todas juntas).
E teve de tudo: uma casa nova só para nós, sushi, o vinho tinto, as passas e o champanhe à meia noite, os meus adorados húngaros e gomas, cabeças no tecto, cornetas, balões, tudo em cima da cadeira, bandoletes, muito amor e triiiiiinta, pijamas iguais para todas e pouquíssimas horas de sono.



Um pequeno almoço delicioso nas primeiras horas do dia, com um frasquinho de nutella (óbvio), muita ronha e conversa boa, muitas chamadas e mensagens de felicitação durante o dia das pessoas bonitas, um almoço num #coolplace e uma agitação que não entendia muito bem até ver o carro do melhor irmão do mundo passar à nossa frente. Estávamos parados numa bomba de gasolina há demasiado tempo, a fazer tempo portanto, quando o melhor e a cunhadinha linda chegam e me pedem um documento de identificação. Começo a entender nesse momento, e face à proximidade do heliporto, que os 30 começavam literalmente "a voar".
E foi um SONHO, uma experiência única, muita adrenalina e o (meu) Porto visto de outra perspectiva.
O dia ainda estava longe de terminar e as surpresas sucederam-se, entre presentes muito desejados e o aparecimento dos meus queridos pais para jantar. Love you all.






No sábado, e ainda embebida do xiteeeexxxx que tinha sido o dia anterior, acordei relativamente cedo e juntei-me à minha parte de Lisboa, a turminha da Mónica, para um dia de passeio pelo Porto. Café da manhã quase em cima de francesinhas, muita sangria e maior animação, voltinha turística e...vamboraaa para os preparativos da festa que se seguiu (sobre a festa, outro post).







Chuvinha de gratidão, bom (resto) de domingo

créditos de imagem | o meu smartphone e João Cavaleiro
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