05/12/2017

NYC Diaries | Day 1

Este é o relato da viagem. O que fizemos, onde fomos e o que gostamos mais e menos. A big city vista do nosso 'mapa-mundo', com a delonga temporal que já é habitual em publicações sobre viagens (não me orgulho, mesmo é o que é). O guia prometido, preparado para leitura e impressão, sem histórias nossas, mas cheio de história, será um presentinho "a desembrulhar" antes do Natal.


Há pouco mais de um mês estivemos em New York. Numa viagem pouco programada e tão-pouco sonhada. Mesmo que seja um dos destinos mais visitados e apetecíveis.
Estivemos cinco dias, o tempo suficiente para ficar com uma boa ideia da cidade, da cultura e estilo de vida urbanos. Da cidade que vive de Starbucks na mão, auriculares nos ouvidos e olhos postos no chão ou no New york Times. Cosmopolita, imensa e vibrante. Mágica como vemos nos filmes, nas fotografias e na televisão.

Ultrapassados os percalços no aeroporto, os atrasos, os voos cancelados, adiados, o caos, as mudanças de companhia aérea, a cidade de escala e cerca de dez horas de viagem, chegamos a New York..... sem malas! O cansaço era tanto que quando fomos abordados na zona de recolha de bagagem por um funcionário aeroportuário que nos diz que as nossas malas não tinham saído de Lisboa, tive vontade de chorar e, por momentos, achei que a viagem tinha sido uma péssima ideia.
Mas....nada a fazer! Estávamos em NY, as malas eram apenas um pormenor. Tratamos da parte burocrática e requeremos que fossem entregues no hotel no dia a seguir por aquela hora.

Apanhamos o transfer (já tratado em Portugal, porque uma viagem de táxi aeroporto-centro pode custar uma pequena fortuna e o metro, à hora que chegamos, não era viável), fomos ao hotel pousar as malas (brincadeirinhaaaa, não tínhamos nada para pousar) e, ainda meio atordoados, fomos até Times Square para entrar no primeiro McDonald's que nos apareceu (leia-se que eu não comia nada com esta insígnia há mais de três anos).

dia 1 
Foi um acordar muito estranho, lento e rabugento. A diferença horária, um quarto onde mal nos mexíamos (os quartos de hotel em NY são francamente pequenos), a ausência de malas, de produtos básicos de higiene, do conforto que as nossas coisas nos dão, agravavam aquilo que tinha sentido na noite anterior no aeroporto ("a viagem tinha sido uma péssima ideia"). Mais uma vez contrariado pelo maravilhoso poder de relativização.
A primeira manhã foi, portanto, passada a fazer aquilo que eu tanto - NÃO - gosto. Compras, compras,  compras, num entra e sai de lojas que me deixa doida.
Já de roupinhas e sapatilhas novas (a melhor aquisição em NY, umas stan smith por trinta euros), vestimo-nos de turistas e seguimos o roteiro. Era hora de almoço, e do copo de café americano e um bagel cheese dos quiosques de rua já não rezava a história, portanto priorizamos encontrar um restaurante para almoçar. No Le Pain Quotidien serviram-nos uma sopa de tomate meio intragável (ninguém vai para NY à espera de sopa que não seja de pacote) e uma salada de quinoa deliciosa. Sempre com aquela simpatia tão peculiar (e estranha) dos nova-iorquinos.
A tarde foi passada entre Midtown East e Upper East Side. Numa versão muito simplista, com algumas noções (dadas por um mapa, que dá imenso jeito estudar ainda a bordo) onde se localizam os principais pontos turísticos de Manhattan, é muito fácil conhecer a cidade. Saber que o Central Park é Uptown e que o Distrito Financeiro é Downtown é já um bom ponto de partida. Eu sempre gostei de geografia e tenho bom sentido de orientação, mas acho mesmo que é muito fácil de perceber a cidade.
Em modo passeio passamos por St. Patrick Catedral, pela zona envolvente do Rockefeller Center, pela loja imensa da Lego (em NY estão as maiores lojas do mundo e não é difícil ficar pasmado com a dimensão e luxo de cada uma delas) e pela Victoria Secret da 5th Ave (muito muito amor envolvido), bebemos café no Joe&Juice na Madison Avenue e fomos ao MoMA Museum Modert Art ($25). Este foi aliás o único museu que visitamos, por opção, mas existe uma panóplia grande de museus na cidade e todos eles de interessante visita, certamente.
À saída do museu procuramos a escultura "LOVE" (cruzamento da 6thAve com a 55th street), criada pelo artista Robert Indiana em 1964 com o desígnio de ser cartão de Natal do MoMA, para a clássica fotografia. Existem várias espalhadas pelo mundo, mas sem dúvida que esta é a mais emblemática (facilmente atestado pela "fila" para a tal foto).
O passeio continuou pela 5th Ave até ao MET Metropolitan Museum of Art, que não visitamos, mas que qualquer adita da série Gossip Girl quer ir ver "pelo menos como é". Claro que isto adicionou perto de 8km ao pedómetro e um regresso, com pés já muito cansados, pelo Central Park e pela Madison Avenue (e o que dizer do glamour que esta avenida respira... sem comparação).
Depois de um banho, no nosso metro quadrado em NY (não me cansarei de dizer que genericamente os quartos em NY são um terço daquilo a que nos habituamos, por isso a escolha de um deverá apenas incidir na localização. O mais central possível e o nosso nesse aspecto era perfeito, em plena Times Square), fomos ao Shake Shack do Theatre District "ser americanos". E podem acreditar em mim, comer um bom hambúrguer passa por ir ao Shake Shack (nós fomos duas vezes, em localizações diferentes, porque existem vários na cidade). Amenizamos a culpa das calorias com uma voltinha por Times Square, regressamos ao hotel e.... nada de malas. Era quase inacreditável como não tinham chegado no voo do dia a seguir, mas estava a acontecer.










































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