06/12/2017

NYC Diaries | Day 2


[Literalmente fomos acordados a meio da noite com telefonemas da recepção para confirmarmos a cor das nossas malas. Eu não sei o que lhes passou pela cabeça sobre o grau de discernimento da pessoa para responder - a meio da noite - a uma questão destas. Mas aconteceu. E não satisfeitos, por volta das cinco da manhã (ahhhhhh entendo, "a cidade que não dorme"), tocaram à porta do quarto com as malas. O modo rabugento foi completamente sobreposto pelo xiteeex total de as voltarmos a ver (podia bem acontecer nunca chegarem a NY ahahah)].

Midtown West, Chelsea, West Village, Greenwich Village, Glamercy, 5th Ave, Central Park

Um bagel cheese em andamento e Grand Central Station como pano de fundo. Uma autêntica jóia arquitectónica de New York e um óptimo local para praticar o 'people watching'. Que eu adoro, confesso. Ficar só, olhar o frenesim das pessoas, como se mexem, o que fazem, imaginar as diferentes motivações que as levam ali, como são, como se vestem.
Ainda no terminal visitamos o incrível mercado que existe no interior (é um sonho, apesar dos preços proibitivos) e, finalmente, sentamos a tomar um café da manhã gostoso no Great Northern Food Hall. Mal sabíamos os quilómetros que íamos percorrer neste dia e a energia que precisávamos mesmo de ter.
Dirigimo-nos à zona West da cidade, passamos pela Biblioteca de New York e pelo Bryant Park (super bonito e cosy), até chegarmos finalmente Highline Park (entrada mais a norte). O Highline Park é um autêntico jardim suspenso da cidade. É um parque linear, com aproximadamente 2,5km, construído em 2009, onde em tempos existia uma linha férrea elevada, que atravessa três bairros diferentes e é uma boa forma de conhecer a cidade de um ponto de vista inusitado (com jardins e bancos para leitura ou simples contemplação do Rio Hudson). É uma excelente introdução ao charme de Downtown e um contraste interessante entre a área verde e os arranha-céus de Manhattan (bonito e cosmopolita). Quase no final, apercebemo-nos da proximidade do Chelsea Market e descemos num ponto próximo para o visitar. O Chelsea Market é um enclosed urban food court e merece muito uma visita, porque é giro que farta. Seguimos por West Village, uma das zonas mais fotogénicas de Manhattan, com as townhouses em tijolinho, jardins e ruas super cuidadas. E a casa da Carrie:)
Almoçamos no Tartine e, à saída, pegamos um café americano e um cupcake (para mim) na Magnolia Bakery,  que é assim o maior sonho, e sentamos (o momento assim o exigia) num parque ali perto.

O passeio continuou por Greenwich Village até Washington Square (o início da 5th Avenue) e, se era verdade que já contávamos alguns quilómetros nas pernas, aqui começa uma verdadeira odisseia. Quarenta e sete quarteirões a pé!!! Que poderíamos ter percorrido de metro, mas a vontade de "respirar" a cidade e as pessoas era grande (ou então a falta de noção da distância). A um ritmo relativamente acelerado, com pequenas paragens para os "aii's" do cansaço ou porque simplesmente estávamos naquele ponto a apanhar uma rede wifi, chegamos ao Rockefeller Center, numa tentativa de subida nesse dia.  Tentamos ainda assim, mas já não tínhamos como subir o Rock ainda de dia, a menos que pagássemos todo um balúrdio por uma entrada VIP Acess.
Repensamos o plano sentados com um frappucino num Starbucks próximo, até me dar nova loucura (acontece de dez em dez minutos) e achar brilhante uma caminhada até ao Central Park, mais concretamente a Strawberry Fields. O Strawberry Fields é um memorial a John Lennon, um mosaico em alvo, com a palavra Imagine inscrita, e uma zona super tranquila do Central Park.

O jantar? O jantar foi um wrap de frango do McDonald's (shame on me, shame on me) em modo picnic em cima da cama, perninhas à chinês, depois de banho tomado e pijaminho vestido. N-Ã-O-M-E-C-O-N-S-E-G-U-I-A-M-E-X-E-R. E esta foi a forma mais digna que encontramos para não ficarmos - literalmente - sem jantar. 


  










 






















 






 


















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