31/12/2017

sobre dois-mil-e-dezassete

Às vezes acho que vivo num sonho. Depois acordo para a vida. E percebo que tenho uma vida de sonho. Nos acertos e nos apertos, na imensa perfeição que é e em todas as lágrimas que choro quando (ainda) dói.

Nos últimos dias do ano (tantas vezes no último) gosto de fazer um balanço e uma espécie de planeamento criativo e estratégico do ano seguinte. Revisito os pontos altos e baixos, o que fiz e o que ficou por fazer, escrevo os desejos concretizáveis e mensuráveis, num papelinho, e imprimo-lhes uma elevada percentagem de improviso, de aventuras, de desafios e de novidades.  

2017 foi um ano do caraças. E, a cada ano que passa, sinto uma responsabilidade acrescida no balanço das minhas concretizações. 
Os dois últimos anos foram exigentes. A vida pôs-me à prova e testou a minha resiliência, a minha resistência e a minha capacidade. E pôs à prova as pessoas bonitas que tenho na vida. Elas não falharam e eu não me falhei, por isso só posso acreditar que tenho feito o caminho do lado certo. 
E deliciar-me com esta sensação de coisa feita, mesmo que saiba que a vida será sempre um projecto por acabar.



das memórias...

O balanço de 2016 foi feito aqui.

2017 começou meio trapalhão, ainda no desgaste físico e emocional de 2016. No final de janeiro, uma semana de férias para comemorar trinta anos de vida. Uma viagem de helicóptero, uma noite com as melhores numa casinha em parte incerta, muitas surpresas, dois dias no meu hotel-desejo (Areias do Seixo) e uma festa incrível preparada com amor. Sessenta e duas pessoas da minha vida num jantar estendido à madrugada. 

Em fevereiro regressei três dias a Lisboa, entre formação, jantares com a sócia (a repetir o pisco sour no El Clandestino) e um exame de melhoria para a ambicionada média 18 na pauta da Católica Lisbon School of Business & Economics (check check!). Participei no workshop All-in-one dos queridos WeBlogYou, festejamos o aniversário do C. em Anadia e cumpri a tradição - uma vez por ano - do arroz de sarrabulho no Minho.

Festejamos o aniversário da mana em março, num almoço quase surpresa (opsss!), o primeiro aniversário do M. e do X.. Visitamos a tia em Beja e fui madrinha nas provas do vestido, do penteado e da make-up da noiva mais deslumbrante do ano. 

No início de abril rumei ao Alentejo para mais um fim-de-semana com a 'Turma da Mónica' (private joke). Juntamos as madrinhas no Porto, num fim-de-semana de muita partilha e preparação. Tive a oportunidade de estar no Penha Longa Resort, que é simplesmente um sonho. Depois da noite mais louca em Lisboa.

Em maio... O casamento. O dia em que vi casar a outra parte de mim, a minha melhor amiga, num dia absolutamente incrível e memorável. Festejamos também os aniversários do pai e do melhor irmão do mundo. Voltei a Lisboa para o casamento da MJ e do A., e ainda organizei o primeiro Blogger's Event. 

O mês de junho trouxe-me uma das viagens da minha vida: São Tomé e Príncipe. Uma elevação do meu nível de consciência, um país onde quero voltar, um desapego certo, uma experiência única. Encetei a colaboração num projecto que tanto me orgulha e no qual acredito, juntamos a dream team num jantar no regresso da B. e do S. da lua-de-mel e festejei o aniversário do meu amorzinho maior. 

Os aniversários da minha doce M. e da minha mãe maravilhosa fizeram parte de julho e, claro, as surpresas que lhes preparei. Aproveitei as tardes de domingos para programinhas de muito rest & relaxation. 

Em agosto trabalhei dias e dias consecutivos, com os pés a rebentar de bolhas enquanto a alma se enaltecia pela oportunidade que me foi dada. No final do mês, o casamento da F. e do G.

A rentrée, que para mim não se costuma fazer sentir, traz sempre o aniversário da minha B. e setembro trouxe ainda um pequeno-almoço maravilhoso no Yeatman e o picnic anual de família. 

O casamento da S. e do N. encerrou a wedding season em outubro, numa quinta giríssima com vista para o Douro. E, a cereja no topo do bolo, uma viagem incrível a New York City com o melhor do mundo. Os acontecimentos dramáticos que se viviam no país quando aterramos, não nos podiam deixar indiferentes e ainda em outubro recolhemos bens (numa solidariedade estonteante) e fomos a Arganil entregar.

Construímos um mundo cor-de-rosa em novembro para o baby shower da baby C, festejamos o aniversário da G. num fim-de-semana que nos tínhamos prometido, voltei a Lisboa e ao abracinho da minha sócia e, já no Porto, fui à exposição do Steve McCurry.

O último mês do ano começou do melhor forma com o aniversário do S., uma festa "onde costumamos fazer as festas" e um fim-de-semana dos bons no Gerês (com a turma). Mas este dezembro não será comparável a nenhum outro. Nasceu a adorável babyC e há momentos que existem para nos reiniciar. 


das despedidas...

2017 foi recheado de emoções, concretizações e datas importantes, como a semana do meu aniversário, O casamento, as duas viagens, o projecto VdC e o nascimento da baby C. Foi também, provavelmente, o ano com mais perdas e luto até hoje. E o que mais nos testou como família e a estrutura que temos.
Em 2017 "acusei" os trinta e as maleitas inerentes, conheci e dei a conhecer imensos sítios novos, fiz pouca praia, cancelei a inscrição no ginásio, preparei muitas surpresas, disse muitas vezes o quanto gosto a quem gosto e .... 

2018 trará a mudança consequente do grande passo que dei em 2017. 
Venha daí esse novo ano, que há muito sonho por cumprir. E o tempo é curto e o mundo enorme.

Feliz 2-0-1-8!


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