12/02/2018

HYGGE | O segredo dinamarquês para ser feliz


Simplicidade, conforto, boa comida, gratidão, mantas, bebidas quentes. Hygge. Como podemos aplicar este conceito dinamarquês ao nosso próprio estilo de vida? As respostas são dadas neste livro, leve, simples e muito bonito, pelo presidente do Happiness Research Institute.

O livro já foi traduzido e editado em português no início do ano passado, tendo estado em destaque nas livrarias durante muito tempo e nas conversas de muitas pessoas. Recebi-o com um sorriso neste aniversário, porque é precisamente um tipo de conteúdo com o qual me identifico. E depois de o ler, num ápice, não podia deixar de partilhar e mostrar um bocadinho deste universo hygge.


Um conceito que nos é importado do norte da Europa, surgiu na Dinamarca e é o reflexo perfeito da cultura dinamarquesa. O povo mais feliz do mundo. O hygge não tem uma tradução livre e não é nada tangível ou mensurável. E esta é a parte complicada. Explicar do que se trata ao certo. Tem-se chamado de tudo ao conceito de hygge, desde "a arte de criar intimidade", "conforto da alma", "ausência de aborrecimentos", "ter prazer com a presença de coisas apaziguantes", "convívio reconfortante" e, a minha favorita, "chocolate à luz das velas".



O hygge está impresso na identidade dos dinamarqueses, que o levam muitíssimo a sério, mas tem alguns catalisadores como a companhia, a informalidade, a proximidade com a natureza e a consciência de se estar a viver o momento presente. Faz parte do dia-a-dia e das rotinas dos dinamarqueses, mas tem expoente máximo nos sabores familiares, doces e reconfortantes, no som do crepitar da lenha, dos barulhinhos da madeira a ranger e da chuva a cair, do cheiro da padaria ou das macieiras do pomar de casa dos avós.


Neste livro, Meik Wiking revela-nos como podemos adaptar as vivências hygge ao nosso dia-a-dia, através de fotografias e ilustrações deliciosas e uma escrita muito simples. Encontramos dicas para a casa e para um bom guarda-roupa, a importância da comida e felicidade física, incluindo algumas receitas, a necessidade comunhão com a natureza, reflexões sobre o tempo de qualidade com os ente queridos (um viva ao choque cultural!!!), apontamos sobre o exercício físico e sobre a Luz.


Folhear este livro é, por si só, um ponto de partida para um estado de serenidade, de muito hygge e de muita inspiração. Ou não fossem tantas páginas dedicadas ao conforto, à boa comida, aos ambientes, aos pequenos prazeres, à igualdade, à gratidão, à harmonia, ao convívio, aos refúgios, às relações sociais, às emoções, aos domingos, aos aniversários, às férias, aos jogos de tabuleiro, ao Natal, aos livros, à vida lentinha, à música, ao momento presente, à descontração, às mantas, ao amor, às bebidas quentes, aos bolos e guloseimas, às velas e lareiras, aos abraços, à humildade. Preciso continuar? :)


"A felicidade consiste mais em pequenas conveniências ou prazeres que ocorrem todos os dias do que em grandes pedaços de sorte que acontecem raramente".
Indubitavelmente. Tirar o melhor partido do que temos em abundância: o dia a dia.
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